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Acordo ortográfico

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Morreu o i, eutanasiado.
17Fev2017 12:00:58
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 A pedido de várias famílias provocou-se a eutanásia ao i. Morreu.

São por demais as razões porque se escolhe o Y em vez do I. 

- Gráficamente é mau, muito mau, confunde-se com o L minúsculo, mal se vê (exemplo; rir, vir - ryr, vyr)
- Sempre que possível e desde que não choque a fonética, deve-se preservar a etimologia
- Coesão internacional - porque o AVKD busca em si um caminho para um esperanto.
- Tem melhor adaptação para não haver confusão entre o é em é, e o i em e.
- É sexY, é matemático, é químico, é genético, é fenício, é grego, é latino, é lyngua.

No Brasil e em Portugal, o Formulário Ortográfico de 1943 aboliu a letra y do alfabeto, substituindo-a pelo i em todos os casos.

Acordo Ortográfico de 1990 restaurou a letra Y no alfabeto português, sem contudo restaurar o seu uso prévio, que continua restrito às abreviaturas, às palavras com origem estrangeira e seus derivados.

***


Saudosismo;
 

Teixeira de Pacoaes

Na palavra lagryma, (...) a forma da y é lacrymal; estabelece (...) a harmonia entre a sua expressão graphica ou plastica e a sua expressão psychologica; substituindo-lhe o y pelo i é offender as regras da Esthetica. Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mysterio... Escrevel-a com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformal-o numa superficie banal.


Ainda, Fernando pessoa

Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portugueza. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa propria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ipsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse

 

 ***

O poeta

Ditou a palavra
falando baixinho
e disse:
O poeta zangado
rio acima na sua jangada
embarcado e ganzado
disse:
O poeta jangado
rio acima na sua zangada
embarcado e ganjado
disse:

Porque desprezam os ses
e os xis que tantas vezes são zes

O poeta zangado ganzou-se na sua jangada
e disse:
É tão bom dormir sob as palavras simples
numa escrita de deuses.

Deus vendo-o a afogar-se em tais pensamentos
desceu tão perto e ofereceu-lhe um Y. 

O poeta acordou.

 

JSL

***
 

A Morte sayu à rua 
 

A morte sayu à rua num dya assym 

Naquele lugar sem nome pra qualquer fym

Uma gota rubra sobre a calçada cay 

E um ryo de sangue dum peyto aberto say

 

O vento que dá nas canas do canavyal

E a foyce duma ceyfeyra de Portugal

E o som da bygorna como um clarym do céu

Vão dyzendo em toda a parte o i morreu

 

Teu sangue, i, reclama outra morte ygual

Só olho por olho e dente por dente vale

À ley assassyna à morte que te matou

Teu corpo pertence à terra que te abraçou

 

Aquy te afyrmamos dente por dente assym

Que um dya ryrá melhor quem ryrá por fym

Na curva da estrada há covas feytas no chão

E em todas floryrão rosas duma naçãoÿ

José Afonso

 

ÿ




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